Agradecimento – Maria Adelina Santiago 

Manuel Marques
Junho 21, 2017
Carta de Agradecimento Sr. Leopoldo Lourenço
Junho 21, 2017
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Agradecimento – Maria Adelina Santiago 

Foi a uma residência destas,  pelas 14h fui recebida de braços abertos, por esta obra, que tem como símbolo, o pelicano. Com a sua bolsa cheia de peixes que oferece aos seus filhos, a refeição que conseguiu apanhar nos rios, mares e também em terrenos alagadiços. E lhes oferece para acalmar os seus estômagos tão necessitados de alimentos. É a forma de alimentação das aves com configuração corporal chamadas pernaltas e bicos enormes. Deslocam-se a mares e rios para se munirem da respectiva alimentação, em prole de alguém a seu cargo, encarregando-se também da sua aparente limpeza, para além da cura física e mental, mantendo os seus corpos em mente sã e corpo são. Para isso, existe nestes edifícios uma ala de fisioterapia, onde alguém que caminha como um bebe vai-se tornar um novo adulto, caminhando em segurança. Assim esta obra, dos cuidados continuados de saúde e apoio social da região de Lisboa e Vale do Tejo, nasce de alguém que tem no seu coração, o amor, o carinho e respeito que espalha por todos os que dela necessitam. Fazendo esta instituição o bem para as pessoas que dela necessitam quer seja rico ou pobre.

Então que dizer dos que ali trabalham que às vezes se desdobram em atenções, amor e carinho, para ajudar todos aqueles que necessitam da sua coragem e boa vontade. Por isso, estas obras são um oásis no me6io do deserto, onde Portugal apesar da austeridade, as pessoas ainda estão em primeiro lugar.

No meio de tudo isto, pergunta-se: “Valeu a pena?” E tal como dizia o poeta Fernando Pessoa “Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena.” Assim, no meio deste mar, no meio de grandes marés, de gente sedenta de amor, paz e carinho, para lhe acalmar os espíritos cheios de sobressaltos muito ao longo de uma vida longa e sombria.

De Portugal em era quinhentista saia gente valorosa para dar a Portugal mais terras ao mundo tais como africanas e americanas. E como diz o poeta:

“Valeu a pena, tudo vale a pena por estes mares, quantas filhas ficaram por casar para que fosse nosso o mar.”

É o sucedâneo desta gente, que vem à procura da vossa ajuda eficaz, para que com um espirito batalhador defrontar a doença ameaçadora que nos atormenta o espirito e o corpo. Neste pequeno paraíso todos nós batalhamos para que com toda a boa vontade de que nos rodeiam de amor e ajuda constante todos se conjuguem desde a simples auxiliar, aos enfermeiros, médicos e os próprios doentes. Igualmente os tem em cima dos seus ombros o peso e a envergadura desta obra ao serviço do próximo e de cada um. Desde o director Dr. Marinho juntando o capital necessário para aumentar esta obra também esperamos do estado que faça a sua parte como o exemplo de parcerias público/privadas. Assim devia ser feito como a obra de Champalimaud onde todos coubessem com o mesmo amor e a mesma boa vontade.

Onde pudessem entrar todos com igualdade para que a doença não saia vitoriosa.

 

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