Estes quatro passos são essenciais para ter um cérebro mais jovem e mais inteligente

Viver ativamente com demência
Novembro 20, 2018
Nadar ajuda a combater a depressão e a ansiedade
Novembro 22, 2018
Voltar

Estes quatro passos são essenciais para ter um cérebro mais jovem e mais inteligente

Gary Small é professor de psiquatria e especialista em envelhecimento, diretor do Centro de Longevidade da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, e explica que é na memória que nos definimos: “sem ela não temos passado, não podemos planear o futuro e somos incapazes de aproveitar o presente”, escreve num artigo publicado no jornal britânico The Guardian.

Baseando-se em estudos sobre envelhecimento, o especialista lembra que a componente genética não é tudo e que o ser humano tem mais influência no número de anos que vive, e na qualidade dos mesmos, do que até aqui se pensou. Por isso, o professor registou quatro pontos na categoria de fatores não-genéticos que contribuem para proteger as células que vão inevitavelmente perdendo capacidades. Porque “é sempre mais fácil proteger um cérebro saudável do que tentar reparar um danificado.”

Atividade física – É uma área dada a exageros e por isso Small insiste na ideia de que ninguém precisa de se tornar atleta de alta competição – pelo contrário. Vinte minutos de caminhada diária fazem mais pelo cérebro do que qualquer puzzle ou Sudoku. “O exercício produz proteínas que estimulam as células cerebrais” e liberta “endorfinas, que elevam o humor”. O resultado é “um cérebro maior, “e um cérebro maior é um cérebro melhor”.

Exercício mental – Aqui entra a parcela de coisas que o ser humano faz quando não está em movimento físico. Jogar, socializar e viajar não só rimam, como são das atividades principais para ajudar a massa cinzenta. A tecnologia tem vindo a distrair a atenção, lembra Gary Small, mas também trouxe uma série de jogos focados em desenvolver a memória, a capacidade de multi-tasking e de resolução de problemas.

Gestão de stress – As hormonas produzidas pelo stress prejudicam a memória, mas há algumas atividades que ajudam a controlá-la(s): meditação, yoga, tai chi e outros métodos de relaxamento são importantes para reverter a tensão acumulada. E nestas coisas, o prazer conta – abuse de “passar tempo com os amigos e [das] boas noite de sono”, partilha o psiquiatra.

Dieta saudável – Talvez a mais óbvia nos tempos que correm, em que vai ficando claro que o que oferecemos ao corpo explica parte da forma como ele responde. O excesso de peso durante a meia-idade potencia o risco de demência na velhice, e é aqui que o exercício se junta à dieta. Pessoas com histórico de obesidade e que perderam peso apresentaram “melhorias de memória duradouras após apenas 12 semanas”. Gordura boa, explica Small, é aquela que está, por exemplo, no Ómega 3 dos peixes ou das amêndoas, que combatem a inflamação associada à neurodegeneração. “Fruta e vegetais combatem o ‘stress oxidativo’ relacionado com a idade, que causa desgaste nas células cerebrais”.

 

Notícia Expresso