Cientistas desenvolvem sistema que consegue prever ataques cardíacos com anos de antecedência

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Cientistas desenvolvem sistema que consegue prever ataques cardíacos com anos de antecedência

Agora, vai ser possível prever, vários anos antes, se uma pessoa tem risco elevado de vir a ter um ataque cardíaco fatal. Cientistas desenvolveram, recentemente, um sistema que deteta as artérias que estão mais vulneráveis ao rompimento já que esta é a causa mais comum de ataques cardíacos.

Isto porque o processo de um enfarte envolve, muitas vezes, o bloqueio de uma artéria coronária, causado pela rutura de uma placa aterosclerótica (são depósitos de gordura nas paredes das artérias).

Os investigadores procuraram sinais químicos de mudança de gordura libertados pelas placas mais perigosas. Para isso, analisaram o progresso de quase 4 mil pacientes da Alemanha e dos EUA, durante os 10 anos seguintes a terem sido submetidos a TACs ou angiografias e conseguiram identificar os pacientes com risco de virem a ter ataques cardíacos fatais.

O sistema utilizado, denominado pelos investigadores Fat Attenuation Index (Índice de Atenuação de Gordura) conseguiu prever estes eventos muitos anos antes de eles acontecerem. A pesquisa mostrou que os pacientes com uma leitura anormal de FAI tinham até nove vezes mais risco de vir a ter um ataque cardíaco fatal nos próximos cinco anos relativamente aos que apresentaram leituras normais.

“Esta nova tecnologia pode ser revolucionária no que diz respeito à prevenção primária e secundária” refere, Charalambos Antoniades, professor de Medicina Cardiovascular na Universidade de Oxford que liderou pesquisa.
Além disso, este sistema pode permitir que os médicos possam começar desde cedo a tratar os pacientes em risco com técnicas mais eficazes.
Atualmente, ainda não existe forma de detetar o acumulo potencialmente fatal de placa aterosclerótica que pode provocar um ataque cardíaco num estágio inicial. “A maioria dos exames cardíacos são bons para detetar bloqueios causados ​​por grandes placas, mas não placas menores e de alto risco que podem romper e causar um ataque cardíaco”, refere Metin Avkiran, professor e diretor médico associado da Fundação Britânica do Coração.