“Só a partir dos 75 anos é que as pessoas deviam ser consideradas idosas”

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“Só a partir dos 75 anos é que as pessoas deviam ser consideradas idosas”

Os idosos do futuro vão ser diferentes, mais instruídos e saudáveis, antecipa a autora do ensaio Envelhecimento e políticas de saúde. Os portugueses têm que começar a preparar-se para a velhice aos 45, 50 anos, como acontece noutros países europeus.

Em Portugal, o sexto país mais envelhecido do mundo, que vive uma recessão populacional só comparável à observada nos anos 60 do século passado, é possível olhar para o fenómeno do envelhecimento demográfico com uma perspectiva não pessimista. “Será o envelhecimento da população um verdadeiro problema?”, começa por perguntar Teresa Rodrigues, docente no Departamento de Estudos Políticos da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa, no ensaio Envelhecimento e Políticas de Saúde.

A resposta é: não necessariamente. Porquê? Porque os idosos do futuro serão diferentes dos de hoje e terão melhores condições de saúde, antecipa a especialista, que é também coordenadora da linha de investigação “Prospectiva e Planeamento Estratégico”, do Instituto Português de Relações Internacionais. Teresa Rodrigues lembra que o acelerado declínio populacional em curso decorre também em parte de um fenómeno muito positivo — Portugal é hoje o “oitavo país do mundo com maior esperança de vida à nascença”.

Tendo em conta o aumento da esperança de vida, sugere a distinção entre “idosos juniores” (dos 65 aos 74 anos) e “idosos seniores” (a partir dos 75 anos) e sugere até que apenas estes últimos sejam considerados idosos — “talvez seja mais realista considerar idosos os indivíduos com mais de 75 anos e já não os de 65 anos!” —, ao mesmo tempo que insiste nas vantagens de uma atitude preventiva e proactiva num país onde o tema da saúde tem sido olhado de forma essencialmente profiláctica e de resposta “a pressões e urgências”.

 

Notícia do Público

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