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Chicória: Conheça os benefícios do novo espinafre

Até há pouco tempo não passava de uma erva que se dava aos coelhos e que aparecia no rótulo de bebidas substitutas do café. Depois começou a chegar-nos à mesa, misturada entre diferentes tipos de alface. Em breve, graças aos seus inúmeros atributos, poderá ser a estrela principal do seu prato. Pelo menos é este o objetivo da União Europeia (UE), que vai gastar 7,3 milhões de euros no projeto CHIC, que envolve institutos de investigação de 11 países europeus, incluindo Portugal, e mais um na Nova Zelândia, num valor de mais de 7 milhões de euros.

Na Europa, ao contrário da América, a engenharia genética aplicada ao melhoramento de plantas não é bem-vista. Há o terror relativo aos organismos geneticamente modificados – os OGM –, mesmo que nenhum estudo feito em décadas de utilização tenha encontrado qualquer malefício. Assim, para evitar protestos e desconfiança por parte dos consumidores, a UE quer melhorar as formas de cultivo, aumentando a eficiência e melhorando as espécies, sem recorrer àquele método.

Por ser pouco desenvolvida em termos de produção e com grande potencial nutricional – é um bom anti-inflamatório, anticancerígeno, laxante –, a chicória foi a planta eleita para a aplicação das novas técnicas. Portugal participa através do Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica (iBET), instituto privado sem fins lucrativos, que atua na área da biotecnologia e das ciências da vida. Uma importante parte do projeto consiste em testar se as variedades selecionadas são toleradas pelo intestino, ou seja, se não são tóxicas.

 

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